Sem cinza

quarta-feira, 29 de abril de 2009



Quero escrever a ela, que é tão doce e ao mesmo tempo tão amarga. Bom, eu fico com o doce, prefiro mesmo. Quero que seja assim, não depende de mim, mas se você vier, que venha bonita, coloque um perfume com fragrância de erva-doce. Não use cinza, cinza me enoja, minha vida sempre tão cinza, prefira o preto ou azul petróleo. Não venha muito calma, eu já estou calmo demais, me traga um pouco de adrenalina. Não esqueça daquele cigarrinho que só você sabe fazer, traz também um vinho, de preferência tinto. Sem gelo. Já estarei gelado à beça, se é que você quer saber! Traga-me um pouco de paz, só por precaução, não me traga amor, eu já me decepcionei com ele. Faça o que quiseres, depois de tudo me dê a sua mão e me leve onde eu não pude ir, me leve a um lugar onde não haja injustiça e dor, leve-me à sua morada, ao segredo desta vida.

3 comentários:

Mafê Probst disse...

O amor que decepiciona e ainda assim nos faz tragá-lo. Tão contraditório.

Flor disse...

Paulinho q post lindo!!!!!!!!!!!*-*
Eu amei! Não sei se minha interpretação tá certa, mas p mim vc fala da morte,não d uma maneira tenebrosa, mas como algo lindo...Eu gostei mt das palavras q vc usou para descrevê-la!
Esse p/ mim é um dos melhores textos q vc já fez! =D

Adorei!

=**

Anônimo disse...

Que lindo texto!

Uma descrição perfeita!

Bjim*