Do Amor e da Dor

quinta-feira, 18 de setembro de 2014


Há pouco mais de um ano tenho enfrentado um problema de saúde com a minha mãe, não quero me aprofundar nesse assunto pois o texto pode sair maior que o esperado. O fato é que há mais de 365 dias minha vida tornou-se um caos ainda maior do que tudo aquilo que vocês já leram sobre mim aqui nesse abandonado blog. Enfrentei perrengues da maior espécie e ultimamente tenho me sentido cansado, como se minhas forças estivessem próximas do fim. Já andei na corda bamba umas quatro vezes nesse meio tempo, mas graças a Deus eu não fiz nenhuma bobagem e estou aqui contando a história. Amém!
Queria ser mais, queria poder mais. Por quê? Você quer virar um robô? Olha, não seria uma má ideia, pois um robô além de não ter sentimentos, tem força física e suportaria tudo que eu suporto sem demonstrar tristeza ou fracasso. Sinto-me só, não há ninguém que me ajude no cotidiano. Já houve boas pessoas que se revezaram comigo nessa tarefa de cuidar da minha amada mãe, as quais eu sou e serei eternamente grato. Mas, as pessoas tem suas vidas e suas prioridades, eu não posso exigir que elas façam nada por mim ou por minha mãe. Sim, às vezes chegam alguns seres iluminados e tornam os nossos dias mais amenos e com pitadas de felicidade. Tenho certeza que serão recompensadas um dia - Deus pagará em dobro, eu acredito!
Decidido estou que viverei cada dia meu a cuidar de minha adorada mãezinha. Ainda que minha saúde física e mental esteja cada dia em maior decadência, eu não soltarei da mão dela, ainda que sangre, eu me derramarei por ela. Pois sei que o amor imensurável que ela tem por mim, jamais encontrarei.
Nunca fui um religioso assíduo, mas tenho muito a agradecer a Deus por ainda nos manter aqui, agradecer por nunca ter me deixado desistir.
Sigo esse caminho de dor, mas de muito amor também, sigo porque é tudo que posso oferecer. Eu poderia ter sido melhor, talvez se tivesse estudado mais, se houvesse condições de ter estudado mais, eu poderia hoje dar uma vida mais confortável a rainha da minha vida. Todavia, as "ovelhas negras" também amam e ninguém totalmente inútil. Sou prova viva disso.
Por que escrevi essas linhas tortas? Para a posteridade, para um futuro que a mim não pertence.
Você leu até aqui? Desculpa! Sei que ninguém tem nada a ver com isso!

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